Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), 18% da população com mais de 15 anos são fumantes e cerca de 200 mil mortes ocorrem anualmente, por doenças relacionadas ao tabaco. O cirurgião torácico Dr. Wander Mattos Cardoso, destaca a importância do suporte ao fumante que quer largar o vício.

“É muito comum os pacientes não saberem os motivos que os levaram a começar a fumar; geralmente, atribuem às companhias da juventude e, depois, justificam sua continuidade pelos momentos de estresse. Assim, levam o vício para suas vidas, até se sentirem prejudicados, após anos ou décadas de uso”, afirma. Dr. Wander Cardoso ressalta que um excelente início do trabalho de motivação é fazer o paciente entender que os motivos que o farão parar de fumar são muito mais nobres do que os que o levaram ao cigarro. “Afinal, ao tomar essa decisão, estará cuidando dele e das pessoas do seu convívio, também expostas indiretamente aos riscos”.

As estatísticas revelam que os fumantes, comparados aos não fumantes,  apresentam um risco:

• 10 vezes maior de adoecer de câncer de pulmão
• 5 vezes maior de sofrer infarto
• 5 vezes maior de sofrer de bronquite crônica e enfisema pulmonar
• 2 vezes maior de sofrer derrame cerebral

Ao parar de fumar:

• após 2 horas não tem mais nicotina no seu sangue
• após 8 horas o nível de oxigênio no sangue se normaliza
• após 2 dias seu olfato já percebe melhor os cheiros e seu paladar já degusta a comida melhor
• após 3 semanas a respiração fica mais fácil e a circulação melhora
• após 5 a 10 anos o risco de sofrer infarto será igual ao de quem nunca fumou e após 1 ano o risco de infarto cai para metade,

Após 20 anos sem fumar as chances de câncer de pulmão praticamente se igualam aos não tabagistas.